Crônica: Saúde e Bem-Estar
Na madrugada
de sábado, feriado prolongado já estava tudo planejado, menos ficar resfriada e
necessitar de cuidados médicos, ou não!
Como não
posso me auto-medicar, nem comprar um santo antibiótico na farmácia. Fui visitar um hospital e não imaginava me
deparar com filas intermináveis para uma simples consulta, afinal era feriado.
Quem, além de mim, ficaria doente no feriado? Expectativas frustradas, o pronto
socorro estava completamente abarrotado. Em uma situação comum iria embora sem
pestanejar, recorreria aos tradicionais “remedinhos caseiros” da minha mãe. Mas
desta vez, eu precisava acompanhar os procedimentos hospitalares.
Cheguei, e
de cara, encontrei uma fila. Tinha pelo menos umas 15 pessoas na minha frente.
Idosos e crianças eram maioria. Demorei
cerca de 50 minutos na fila. O próximo passo era aguardar a triagem. E, pasmem,
para eu ouvir o meu nome naquele corredor demorou uma hora e vinte e cinco
minutos. Não importava, afinal agora eu iria embora.
Que nada,
este passo correspondia apenas à aferição da pressão, a medir os batimentos
cardíacos e a diálogos do tipo:
- Você tem
alergia a algum remédio?
- Não, não
tenho. Quando o médico vai me atender?
- É só
aguardar senhora.
Voltei para
aquela sala de espera, com uma televisão de 12 polegadas que ficava
praticamente grudada no teto e com uma péssima qualidade de imagem. A espera perdurou por mais 45 minutos. E,
finalmente, após mais de três horas naquele hospital, o doutor me chamou.
– Lucilene?
Entrei
naquela sala apertada e encontrei um médico sonolento e pouco amigável. Ele olhou
a minha ficha e me receitou um coquetel de remédios para o resfriado. Avisei o
médico que eu tinha sinusite. Ele educadamente respondeu:
- Não tem
problema, este remédio também serve.
Por fim, o
senhor doutor olhando para a minha aliança disse:
- Você deve ter se casado recentemente, e acredito
que ainda não tem filhos. Portanto vou te dar um conselho: quando for mãe não
precisa sair com as crianças pela madrugada em busca de atendimento médico,
tome um “remedinho” e pronto, tudo será resolvido. Não precisa vir ao médico
sem necessidade, minha filha.
Por Lucilene Oliveira



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