Estúdio de tatuagem em microônibus é o primeiro móvel da capital

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Com ponto fixo na região da Luz, tatuador sonha em crescer

Por Italo Silva e Sheila Procópio

Com a mobilidade que só um veículo pode dar, o “Pantera Tattoo Estúdio” deixou sua instalação fixa na zona norte de São Paulo para pegar estrada e, muitas vezes, permanecer estacionado na Luz. Faça chuva ou faça sol, Moisés Granada, conhecido popularmente como “Pantera”, sai com seu estúdio móvel para tatuar em outros bairros e cidades da região metropolitana, no litoral e no interior de São Paulo.

Essa é a rotina do profissional que tinha um estúdio fixo na Vila Sabrina, zona norte de São Paulo, onde atuou por 8 anos até que a dona do ponto aumentasse o aluguel  não compensasse a Moíses manter-se no local. Após ir atrás de outros locais para montar seu estúdio e todos exigirem quantias acima do que poderia, Pantera teve uma ideia: com dinheiro economizado nos 8 anos de estúdio fixo e a venda de uma moto, seria possível adquirir um microônibus para montar ali o que é o primeiro estúdio móvel de tatuagem na capital.

“Aqui (Luz) é um lugar que tem bastante fluxo de pessoas. Estou fazendo uma clientela aqui, comecei do zero e gosto muito. Já estou aqui há dois meses”, diz Granada ao relembrar que se estabeleceu recentemente no bairro central com algumas dificuldades: “Foi um pouco difícil no começo para que eu viesse para cá, muitas pessoas me barraram por causa do carro que é um pouco grande, tira a visibilidade do comércio, mas consegui me encaixar. Estou aqui graças à Deus. As pessoas gostam do meu trabalho, pois é sincero, honesto e de qualidade, algo que jamais abro mão”, enfatiza ele.

O médico dermatologista Dr. Anderson Zei Damasceno, membro da Sociedade Brasileira de Laser e dermatologista do Portal Minha Vida, cita que as tintas utilizadas na tatuagem, no geral, são anti-alérgicas: “As tintas são basicamente de dióxido de titânio e óxido de ferro, ou seja, não são alergênicas. A procedência destas tintas é de responsabilidade do tatuador”, disse o doutor. Além das tintas, o médico reforça que os materiais devem ser sempre descartáveis e é direito do cliente ver o material que será utilizado antes do procedimento: ”O material deve ser descartável. O aparelho deve estar estéril em autoclave e ter embalagem retirada na frente do paciente e envolta em um filme”. Assim, evita-se possíveis contaminações por doenças transmissíveis pelo compartilhamento de agulhas: “Todas as doenças transmitidas por compartilhar seringas, secreções e sangue podem ser igualmente infectantes nesta ocasião, por exemplo, hepatite, AIDS, sífilis, fungos e até mesmo acne. Alergias não são transmitidas desta forma, são usualmente uma resposta imunológica do próprio individuo a um agente desconhecido”, ressalta o médico.

Pantera tem um sonho: expandir seu pequeno estúdio de microônibus para um ônibus de dois andares, onde poderá ter maior privacidade e dar mais conforto a seus clientes. Além, é claro, de levar seu estúdio móvel para grandes eventos. “Quero atingir meu objetivo: partir para um ônibus de dois andares. Para isso, permaneço trabalhando com sinceridade. Tanto que ainda não participei de nenhum grande evento, ainda estou me adaptando pois estou há pouco tempo no estúdio móvel e também, devido ao espaço, não conseguiria dar conta de muita gente.”, afirma Pantera. Uma de suas clientes é testemunha: ela tatuou borboletas com ele e promete consertar uma outra onde tem o nome de seu filho escrito. “Só faço essa com o Pantera”, afirma.

3 comentários:

Patricia Santos disse...

Tenho 9 tatuagens feitas por ele, ficaram lindas ;), recomendo

luciano mua disse...

Acabei de fazer uma tatuagem com o Pantera ficou perfeita.

luciano mua disse...

Acabei de fazer uma tatuagem com o Pantera ficou perfeita.

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