DENÚNCIA!

Por Alessandra Freires

Comemorando em 2012 sua edição de número 47, a campanha do agasalho, cujo lema é "Roupa boa a gente doa", conta com doações de usuários do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). No entanto, na noite de 28 de maio, flagramos, na estação de Metrô Marechal Deodoro, uma cena que está na contramão do que propõe a campanha. Confira o vídeo.


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Operação Cidade Limpa retirou mais de 270 mil cartazes, folhetos e placas só na Zona Leste

A Lei Cidade Limpa funciona há cinco anos melhorando o visual da cidade, estabelecimentos e as ruas da capital
Por Daniele Motta, Déborah Aranhos e Vitor Silveira
Operação Cidade Limpa na Av. Paranaguá,
bairro de Ermelino Matarazzo, Zona Leste.
(Por Déborah Aranhos)
Desde 2007, a Lei Cidade Limpa tem como objetivo melhorar a qualidade da paisagem urbana e o aspecto visual de São Paulo, tirando das ruas cartazes e vários tipos de propaganda fora dos padrões exigidos, que deixam a cidade visualmente poluída. A Lei retirou mais de 270 mil peças ilegais na Zona Leste somente no ano passado.           
A lei proíbe a propaganda em outdoors na cidade, regula o tamanho de letreiros e placas comerciais, entre outras providências. “Existiam pontos estratégicos em São Paulo, onde eram colocados outdoors interessantes, que as pessoas até paravam para observar, o que gerava um trânsito mais lento e muitos acidentes. Eu mesmo já vivenciei acidentes gerados por desatenção de motoristas, que estavam distraídos observando as grandes publicidades do local”, afirma Carlos Gabriel Tenório Silva Aguiar, 20, Técnico de Protocolo.
Além de garantir a segurança no trânsito, a lei deixa a cidade visivelmente mais limpa, sem poluição visual. “A Operação combate a utilização de propagandas irregulares na cidade de São Paulo. A Cidade Limpa, baseada na lei, visa também a equilibrar os elementos que compõem a paisagem urbana, para que a história e a cultura da cidade sejam preservadas”, explica a Assessoria de Imprensa da Coordenação das Subprefeituras.
A multa para quem não obedece é R$ 10 mil por anúncio irregular, sujeito a acréscimo de R$ 1 mil por metro quadrado. “Apenas de janeiro a abril deste ano, já foram recolhidas 1.070.260 de faixas, placas e banners e 4.591 multas foram aplicadas”, completa a Assessoria.
Apesar de a Lei estar em pleno vigor, pela falta de fiscalização, ainda há muito desrespeito.  “Já vi várias vezes na rua, a operação tirar as propagandas irregulares e na mesma noite as pessoas passarem colocando novamente. Teria que ter uma fiscalização maior, principalmente em avenidas para que o serviço não fosse descartado”, diz Kennedy Cardoso, 20, estudante de Design Gráfico e projestista.


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Agência Elos adapta conto de Lygia Fagundes Telles


Por Paulo Ferreira

Agência Elos, da esquerda para a direita Jefferson,
Lucas, Gustavo, Wagner, Carol, Priscila e Francine
 (Aline Castro)
A agência Elos apresentou um trabalho sobre o conto "O Menino", de Lygia Fagundes Telles. A agência adaptou este conto como uma história sobre um garoto, entre a infância e a adolescência, que considera o pai, policial, como um herói. Porém, o filho descobre que seu pai trabalha como drag queen. O filho estranha e questiona o pai sobre os motivos desse trabalho. Ele explica que, ao trabalhar como policial, acabou matando uma drag queen. Para sustentar o filho, tomou o lugar da drag e agora trabalha na noite. De acordo com Priscila da Silva, 18, a moral da história é que "não importa a farda, ele sempre será o herói do filho". A agência apresentou banner, brindes e capa do DVD, completando assim uma publicidade para esse filme fictício.
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Agência Publicity apresenta “Restos do Carnaval”


Por Jordan Mello, Mônica Souza, Thalita Monte Santo e Alan Lima Santos

Agência Publicity, da esquerda para direita, Larissa Rios,
 Tânia Carvalho, Monique Silva, Lays Coelho, Aline Lopez,
 Danilo Sinibardi e Wanderson Rayan
(Danilsa de Almeida)
A adaptação do conto de Clarice Lispector, “Restos do Carnaval”, é o tema do Projeto Sentidos da Agência Publicity, grupo de Publicidade e Propaganda da Universidade Cruzeiro do Sul. Usando bexigas, doces e muita serpentina, a obra apresenta uma analogia ao conto de Clarice e a história da personagem Sofia, que por sofrer de timidez, se esconde por trás de máscaras, adaptadas pelo grupo para as redes sociais.  A integrante do grupo, Aline Santos, 24, afirma que a adaptação do conto tenta buscar um novo olhar em relação à leitura, prática pouco incentivada e que vai deixando de existir. Aline afirma ainda que o Projeto Sentidos desenvolve nos alunos a habilidade de criar projetos de marketing e peças gráficas, como banners, brindes e divulgação em sites.
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Agência Acrux lança filme baseado em obra de José Saramago


Agência Acrux Comunicação, da esquerda para a direita:
Junior dos Santos, Rosa Fraga, Adriano Passos, Agevan
Assis, Thiago Batista, Bruna Aguiar, Edilaine Bezerra
(Fernanda Ruiz)

A agência Acrux Comunicação, lançou na edição 2012 do Projeto Sentidos, um longa-metragem baseado no conto ‘As Personagens’, de José Saramago. “Cartas Ocultas”, é um suspense que conta a história de um rapaz que passa a receber cartas anônimas e acaba por descobrir a verdadeira identidade de um antigo amor de sua vida. Segundo Thiago Batista, 22, um dos produtores do filme, a ideia do longa é ilustrar como as pessoas vestem máscaras para enfrentar determinadas situações a que são submetidas.  Para atrair o público, os integrantes da agência utilizaram máscaras e fotografias e fizeram de seu stand um dos mais visitados do evento.


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Yellow Comunicação investiga crimes brutais


Por Natalia Silva e Lucas Gonçalves

Agência Yellow Comunicação no Projeto Sentidos 2012, da
esquerda para a Direita: Milena Lopes, Thaís Paulino, Luciane
Santos, Bruna Fonseca Oliveira, Nadine Pereira e Taily
Poerame. (Iara Marques)
A agência Yellow Comunicação trouxe uma adaptação do conto “Os Crimes na Rua Morgue”, de Edgar Allan Poe, no dia 14 de maio, como stand para o Projeto Sentidos, realizado na Universidade Cruzeiro do Sul. As estudantes montaram um cenário baseado na Europa do século XIX. “A gente pensou em colocar o stand numa forma antiga, até porque a maioria do pessoal ia fazer stands mais atuais e nós queríamos um diferencial, até mesmo para chamar a atenção de todo mundo”, afirma Taily Poerame, 23. Chamado de “O Início do Mistério”, o stand veio acompanhado também de um curta produzido pelas estudantes e que trazia como temática crimes animalescos que seriam investigados pelo famoso detetive Sherlock Holmes. “O homem volta a seus instintos animais”, comenta Taily.



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Sakusen traz a verdade à tona


Por Natalia Silva e Lucas Gonçalves

Agência Sakusen no Projetos Sentidos 2012,  da esquerda para a
direita: Fernanda Oliveira, Ana Caroline Santos, Fernando
Fonseca, Beatriz Cortez, Wellington Silva, Danilo Nunes
e Anderson Almeida. (Iara Marques)
A agência Sakusen trouxe uma adaptação do conto “Os Pescadores”, de Carlos Drummond de Andrade, no dia 14 de maio, para o Projeto Sentidos realizado na Universidade Cruzeiro do Sul, em forma de stand. O conto de Drummond fala sobre a manipulação da verdade na mídia e a adaptação, chamada “Raposas”, traz uma reflexão do que é a verdade para cada um. “As palavras sendo moldadas de determinadas maneiras têm totalmente valor oposto ou igual, e isso impacta diretamente na informação que é transmitida ao próximo”, afirma o estudante Wellington Silva, 25. Um dos objetos expostos era uma máquina de escrever onde estava escrito “escreva sua verdade”. “A palavra é tida aos olhos de quem recebe. A gente trabalhou muito com o olhar e o entendimento de cada um”, completa Beatriz Cortez, 20.







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Ação dos flanelinhas pode se tornar crime


A atividade dos flanelinhas é ilegal, pois não é permitido cobrar taxas para estacionamento em  locais públicos

Por Estefano Perez e Gustavo Oliveira

A dificuldade de estacionar próximo
de locais públicos é cada vez maior.
(Joaz Nunes)
Devido ao aumento da quantidade de guardadores de carros nas grandes capitais, tramita na Câmara dos Deputados uma proposta do deputado Fabio Trad  (PMDB–MS) para criminalização e punição com detenção de 1 a 4 anos para solicitar ou exigir qualquer tipo de taxa para estacionamento em via pública.

Devido à ação dessa nova classe de trabalhadores informais, ficou mais difícil para os moradores de São Paulo estacionar em frente a faculdades, escolas, bancos, igrejas e outros locais de grande movimentação de veículos sem “colaborar” com os flanelinhas. O securitário Marcos Bonnasorte, 23, explica o que faz para estacionar seu carro. “Na faculdade eu tenho que pagar estacionamento, mesmo possuindo muitas vagas liberadas nas ruas ao redor. Se eu estacionar e não pagar, o que me garante que meu carro vai estar inteiro quando eu voltar?”
Marcos Bonnasorte prefere pagar mais
 e colocar seu carro em um estacionamento
 privado. (Joaz Nunes)

Identificar os envolvidos é a principal dificuldade encontrada pela Polícia Militar, segundo o sargento Irineu Bernardes, 38, que atua no 10° DP na região da Penha em São Paulo. “Em nossas rondas muitas vezes não conseguimos prendê-los, pois, para que isso ocorra é necessário o flagrante, o que não acontece, pois, quando eles nos vêem, acabam se escondendo ou disfarçando a ação.”

O publicitário Eliel Almeida que utiliza seu veiculo diariamente, conta que essa ação é cada vez mais comum, não só no entorno da faculdade, mas em qualquer lugar onde há esse tipo de atividade, como casas de show, jogos de futebol e locais com grande concentração de pessoas e comércio. “Chegar aqui na faculdade e ser abordado por alguém que supostamente quer guardar o seu carro é algo triste e coercivo, pois, se você não colabora, pode correr o risco de ver o seu bem depredado, além da possibilidade de, entre essas pessoas, estarem criminosos que não hesitariam em cometer qualquer delito, dada a falta de segurança que temos visto aqui nas redondezas da universidade”



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Comerciantes registram alta lucratividade em datas comemorativas


Natal lidera a data com maior faturamento, aponta pesquisa da Associação Comercial de São Paulo

Por Lucilene Oliveira, Suellen Grangeiro, Tamiris Gomes

Lojistas apostam na criatividade
para chamar a atenção (Suellen Grangeiro)
Os populares feriados, dias reservados para a lembrança de algo importante, são comuns no calendário brasileiro e fazem com que os lojistas se empenhem em agradar ao consumidor.  As vendas nesses períodos atingem recordes e os clientes, muitas vezes, não se importam de gastar um pouco mais para satisfazer pessoas queridas.

Eliel Almeida, 36, designer gráfico, conta que as datas comemorativas em costuma gastar mais são o Natal e Dia das Mães, mas a falta de tempo lhe custa alguns prejuízos.  “Como sempre deixo para a última hora, acabo gastando mais, por não pesquisar o melhor preço. Mas, sempre vale a pena. Principalmente quando surpreendo o presenteado”, diz.

Os lojistas de São Miguel Paulista se preparam com antecedência para as datas especiais, com a contratação de funcionários temporários para suprir a demanda e artifícios para chamar a atenção dos consumidores. O movimento nos centros de comércio do bairro é grande nessas épocas e a economia local é basicamente formada por lojas de roupas, sapatos e acessórios.

“Neste Dia das Mães o rendimento chegou a crescer 40%, um aumento significativo em relação aos outros dias. É uma data muito boa, atrai muitas pessoas, porque todo mundo quer dar presente”, afirma o subgerente de uma loja de moda feminina, Sergio Goes do Nascimento.

Nascimento conta que nenhum funcionário tira folga nos dias próximos às datas comemorativas. “Contratamos temporários no final do ano, porque o movimento é o mês inteiro”, completa.
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