Poupança tem o melhor resultado para o mês de Agosto desde 2001

Investimento na poupança
segue em alta. (Banco de Imagens)

Mesmo com a mudança das regras que reduziu o poder de rentabilidade da poupança, a caderneta continua a ser a principal opção de investimento dos brasileiros. No mês de agosto, a diferença entre depósitos e saques ficou em R$ 3,497 bilhões, menor somente que 2001, com captação líquida de R$ 3,926 bilhões. Nas regras atuais, a poupança rende 70% da taxa básica de juros (Selic) mais TR (Taxa Referencial) toda vez que o juro básico for igual ou menor a 8,5% ao ano. Antes, rendia 0,5% mais TR.



Fontes: Folha, Eco Finanças, Gazeta Web. 
Ler Mais

Quem baixa ilegalmente pela internet pode ser monitorado, diz estudo

Quem baixa arquivos ilegais
 pode ser chamado para prestar
contas (Banco de Imagens)

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, aponta que pessoa que baixar qualquer arquivo ilegalmente pelo BitTorrent, pode ser identificada por uma agência de monitoramento em um intervalo de três horas. Os especialistas em computação desenvolveram um software que imita um usuário do BitTorrent e registra todos os downloads realizados. Os detentores de direitos autorais desses arquivos podem usar os dados para identificar os usuários que baixam ilegalmente.

Fontes: BBC, IG, G1.
Ler Mais

Concurso de Blogs estimula leitura

Concurso da OEI estimula leitura
de jovens através da internet.
(Banco de Imagens)

A Fundação SM e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e a, organizaram o concurso ¿Qué estás leyendo? (O que está lendo?), visando incentivar a prática da leitura. Os participantes devem compartilhar através de Blogs informações de Livros. Mais de 800 estudantes entre 12 e 15 anos, de 16 países participaram do evento. Os estudantes usaram de diversos meios digitais para recomendar as obras que estão lendo ou que já leram. O Concurso foi apresentado durante a preparatória do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura, em Salamanca, na Espanha. 
Conheça o Concurso: http://www.questasleyendo.org/.

Fontes: Estadão, Terra, UOL.


Ler Mais

Humorístico ‘Sai de Baixo’ volta a ser gravado

Elenco espera inicio das gravações
para Outubro. (Banco de Imagens)

O especial será produzido para o canal de TV a cabo Viva, conta com as presenças de Marisa Orth (Magda), Luís Gustavo (Vavá), Aracy Balabanian (Cassandra) e Miguel Falabella (Caco Antibes), que também será responsável pelos textos dos 4 episódios. O Sitcom teve sua estréia em 1996 e durou 6 anos. Apresentou uma forma nova de humor informal. O programa era gravado ao vivo com a interação da platéia, além de situações em que os próprios atores improvisavam suas falas.





Fontes: Notícias BR, Estadão, Correio Web.


Ler Mais

Fiado, só amanhã


(Banco de Imagens)


Crônica: Economia

Hoje em dia, temos a sensação de que podemos comprar tudo o que queremos, afinal o crédito é facilitado. Posso parcelar tudo e quando não tenho o dinheiro na hora eu pago a 30, 60 ou até 90 dias. Posso ainda pegar um empréstimo no qual não preciso nem comprovar renda ou condições de pagamento. Estou rico. Basta andar pelas ruas, atender o telefone, responder um e-mail ou entrar no Facebook para receber a abordagem de alguma financeira de plantão.

A vida hoje, diante dessas facilidades é maravilhosa, foi-se o tempo no qual eu precisava me humilhar, entregar milhares de documentos e ficar dias na expectativa de uma aprovação, simplesmente para comprar um ferro de passar roupas no crediário. Não me lembro mais desse tempo, onde era difícil arrumar dinheiro até com um amigo. Cartão? Eu não tinha, era só o salário e nada mais, se ele acabasse, eu ficava sem nada, sem nada por mais 30 dias.

Mas outro dia comecei a me perguntar, quer dizer, começaram a me perguntar. Como você pretende pagar tudo o que comprou? Parcelei tudo e nesse mês tenho que pagar tudo de novo, será que consigo parcelar o parcelado? O banco disse que sim com um pequeno acréscimo de juros, algo de amigo, para se pagar depois. O problema é quando o “depois” chegar.

Hoje não sei o que fazer, pois depois que venceu a parcela das roupas, veio à televisão, o carro e começou a vencer tudo o que foi parcelado, emprestado ou praticamente negociado fiado. O meu salário? Eu não o possuo mais, nem o do mês conseguinte ou os próximos que virão. Quando noto o cenário em que vivo, tenho que pegar um empréstimo para pagar outro empréstimo e assim eu entro numa roda gigante que vai ficando mais apertada e não para de rodar, de sufocar.

Para ter tudo, tudo o que eu queria, terei que trabalhar os próximos dois anos, isso se eu não parcelar o parcelado novamente, e quando aparece algo novo ou preciso comprar algo necessário, dinheiro já não tenho, pois o pagamento é feito por consignado. Tudo que me foi facilitado, hoje está sendo cobrado, meu nome já me foi tomado e sou mais um dentre os muitos enganados. Voltei ao passado, em que não existia o fiado e tenho que trabalhar como escravo; sem salário, sem dinheiro, sem comprar nada, sem ter nada, novamente sem nada, mas não mais por 30 dias e sim por uma quantidade infinita de dias que poderiam até ser parcelados.

Por Estefano Perez

Ler Mais

Gosto é gosto


(Banco de Imagens)

Crônica: Cultura

Luan Santana, Gusttavo Lima, Fernando e Sorocaba, Paula Fernandes e outros nomes da música sertaneja universitária não podem faltar na minha playlist. No entanto, às vezes fico pensando. Só por que ouço esse estilo musical sou culturalmente inferior às outras pessoas? Por que me julgam inferior a tanta gente só por que contemplo músicas que aprecio ser boas? Há realidades na vida difíceis de explicar. Gosto musical é uma delas.  

Lembro-me bem do dia em que expus meu gosto musical, na aula sobre gêneros jornalísticos, e fui duramente criticado pelos meus colegas de classe. “Como ousa gostar tanto de música de pobre, quando poderia estar ouvindo os mais sublimes sons de Caetano Veloso, Chico Buarque e Roberto Carlos?” Questionava um dos “entendidos” da música popular.

Mas o que eles, meus nobres colegas, talvez não saibam é que fui criado em uma família na roça, lá no interior de um Estado que muitos dizem não existir, Rondônia. Pra aquelas bandas, campos repletos de capim e boi, não se ouviam outra coisa a não ser o sertanejo de raiz de consagrados nomes como o de João Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Sérgio Reis e outros mais.

Descalço sob aquela terra branca, não me esqueço da cena em que meu velho pai deitado na rede, ouvia no seu rádio a pilha uma canção que ficará para sempre em minha memória. “Acabou-se o som da viola, acabou-se o Chico Mineiro”, dizia a música de Tonico e Tinoco.

O tempo passou, aquela criança cresceu, mudou-se para a cidade, mas o que viveu e aprendeu estará sempre em suas veias, assim como a música sertaneja, da terra batida da roça para o asfalto das grandes cidades, ganhou um novo ritmo, o universitário.

Sem muito blá blá blá, essa história talvez consiga explicar melhor o porquê tenho na minha playlist músicas sertanejas, que os meus colegas nos bancos de uma universidade diziam serem músicas de pobre e sem um pingo de intelectualidade. E eles são? Para esses “entendidos”, a música pode ser duvidosa, mas no meu caso ela tem muito a ver com a minha infância, canções que me emocionam até os dias de hoje. Assim como as de Chico Buarque, Caetano Veloso e Roberto Carlos marcaram a infância deles no seu âmbito familiar, ou seja, a cultura de cada um.

Pra mim, ouvir rock’n rool é crime, mas quem sou eu para dizer que escuto músicas boas? Seria hipócrita julgar aqueles que apreciam qualquer outro estilo musical, que não o sertanejo. Por isso, neste caso, sou daqueles que segue o dito popular de que gosto é gosto e não se discute. Agora, por exemplo, preferiria estar escrevendo uma notícia, mas minhas obrigações universitárias me fazem escrever esta crônica.

Por Efraim Caetano
Ler Mais

Respeito é bom e todo mundo gosta


Na Vila Mara, em São Miguel Paulista, candidata põe cavalete
 em via pública (Efraim Caetano)
Editorial: Política

A poucos passos das eleições municipais de 2012, o cenário que se vê nas ruas é uma inundação de propagandas políticas. A cada esquina o transeunte é obrigado a desviar-se dos inúmeros cavaletes estampados com rostos de candidatos, é tentado a ouvir as diversas sonoridades de jingles, em volumes que ultrapassam a lei da paciência, além dos milhares de panfletos, que viram tapete no chão das calçadas. E mais: o cidadão tem de deparar-se com passeatas que ultrajam o trânsito, como se este já não fosse caótico.

Curioso é que desde janeiro de 2007 está em vigor em São Paulo a “Lei Cidade Limpa”. Tal norma visa eliminar a poluição visual na cidade, sendo proibida – e passível de multa - toda e qualquer propaganda externa. Mais curioso ainda é que este decreto não é válido quando se trata de propagandas eleitorais. Por quê?

Com base nisso, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE), a veiculação de propaganda eleitoral é legal, porém proibida – sim, proibida - em bens públicos, bens de uso comum, tapumes de obras ou prédios públicos, postes de iluminação, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, árvores, enfim, a cidade. 

A poluição sonora e visual, que agride as vias em tempos de campanha eleitoral, perturba e confunde o cidadão, com o agravante do seu desconhecimento em relação aos limites destas propagandas e o direito de denunciar. É notório que quando se trata de leis em benefício da minoria elas são pouco evidenciadas. A propaganda é importante, mas deve ser pautada nos parâmetros da legalidade, obedecendo, também, o meio ambiente urbano e a ordem.

Por Tamiris Gomes

Ler Mais

“O Rapa Está Chegando!”



Editorial: Economia

Em toda a grande São Paulo foi executado mapeamento e vistoria para a retirada de comerciantes ilegais. Além disso, foram criados projetos para avaliações minuciosas que atingiram toda a cidade, o que não foi diferente no centro comercial de São Miguel Paulista na Zona Leste da capital. A legalização de alguns camelôs se deu de maneira desfavorável para muitos, apenas beneficiando quem tinha mais tempo de comércio ou idade avançada, excluindo a maioria das pessoas que trabalham em prol do sustento para suas casas.  

Quanto mais barracas na região, maior o movimento de pessoas e consequentemente, ocorre um aumento na busca por lojas e preços menores criando novos empregos e oportunidades. Os clientes das barracas também são clientes das lojas e consumidores das lanchonetes e estacionamentos da região. Um fato leva a outro e inegavelmente a presença dos comerciantes informais foi defendida pela população.

A possibilidade de se pechinchar, possuir mais opções e ter acesso rápido a variedades de produtos são os grandes atrativos para a clientela das barracas. Muitos comerciantes ambulantes na região de São Miguel já possuíam clientes antigos e fieis.

O grande movimento de pessoas no comércio ambulante estimula a criação de lojas e outros comércios. E mesmo que o boato de que “o rapa está chegando” passe de boca em boca, os clientes sabem que no dia seguinte as barracas estarão ali novamente para alegria dos clientes. 

Por Heila Lima
Ler Mais

Tempos modernos



Editorial: Saúde e Bem-estar

A responsabilidade pode passar para as mãos masculinas. Pesquisadores americanos anunciaram a descoberta de uma substância que inibe a produção de espermatozoides, controlando a fertilidade dos homens. O composto foi testado em camundongos machos, que ficaram estéreis, mas não apresentaram qualquer disfunção no desempenho sexual, no comportamento ou nas taxas de testosterona durante ou depois do tratamento.

Mesmo em teste, as vantagens da possível pílula deslumbraram homens há algum tempo. Seria o fim das gestações indesejadas; o ápice das relações casuais sem preocupações? Seria realmente o início dos tempos modernos?

Podemos afirmar que tal método não será bem recebido pelos homens, já que em camundongos, notou-se a diminuição de cerca de 15 a 50% do tamanho dos testículos. Apesar de não ser um órgão fundamental, faz parte do sistema reprodutor, é responsável pela produção dos hormônios masculinos e fonte de prazer quando estimulado. Além disso, a produção de espermatozoides não diminui totalmente e assim como o preservativo, a eficácia não é de 100%.

O medo em lidar com o novo método contraceptivo masculino também está entre as mulheres. Ao utilizá-lo, a camisinha seria dispensada pelos homens, e então, deixaríamos de nos preocupar com a gravidez e passaríamos a temer o contágio por doenças sexualmente transmissíveis. Seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia.

O nível de confiabilidade que as mulheres têm em transmitir a responsabilidade de prevenir-se aos parceiros é extremamente baixo, já que parecem ter a masculinidade afetada quando o assunto é cuidar da própria saúde. É por isso que a vasectomia continua sendo o método que mais agrada eles e elas.

A preferência por métodos já conhecidos, com eficácia comprovada e efeitos pequenos permanecerá mesmo com o surgimento da nova pílula. A ciência segue avançando e a distinção humana do que é mais benéfico, até que lhe prove o contrário, também.

Por Daniela Simião
Ler Mais
 
RADAR JORNALÍSTICO | by TNB ©2011